Estado de cito.

Cito:




E
nquanto entrevista, cito: à Musa Rura, ao Cronópios, ao IHU e ao O Globo, destacando os comentários sem dúvidas pertinentes sobre Olavo Bilac. Ou seja: tradutor deve ser mais ou menos parnasiano. Parnasiano; se por parnasiano entendermos uma busca pela perfeição ferrenha, um trabalho cara-a-cara que, não necessariamente indicando excessivo formalismo, é uma porta de acesso ao amplexo. Ponte necessária. Uma questão de forma mas também uma questão de alma.


Entrevista ao Jornal da Unicamp: aqui. Cito:

Desacostumada com traduções artísticas, muita gente me acusou, durante a minha carreira literária, de só dar valor aos problemas estéticos. Realmente, mas transponho para as traduções a consideração mais genérica de Pound: “a técnica é o teste da sinceridade”. Se uma tradução não merece uma boa técnica, é porque ela é de valor inferior. Mas sempre acreditei, sem ser acreditado, que tradução é uma questão de forma & alma. (...) // Por exemplo, até professores universitários não passam no teste da métrica. Foi uma tradição poética que se perdeu nas gerações mais novas e que, paradoxalmente, “os concretistas” Décio, Haroldo e eu, desde o início, dominamos. // De uns tempos para cá, o pé-quebrado é a regra até em traduções eruditas, ainda que meritórias no que concerne a informações, notas e dados biográficos. Não foi por outra razão que Décio Pignatari, para surpresa de muitos, recomendou aos poetas jovens que lessem Bilac… Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac já era um alexandrino perfeito até no seu nome. Esse não errava a mão nos sonetos que escrevia: “Última flor do Lácio, inculta e bela…”. // (...) A verdade é que, desde a primeira hora, as nossas traduções foram muito mais longe do que se pensa, e com o tempo, mais longe ainda, embora sempre mantendo a marca de antitradição das “transcriações”.


Cito:


Um dos melhores sobre o tema.


Voltando a Augusto, cito a entrevista a Daniel Piza na Folha de São Paulo, com posições duvidosas para um percurso no geral admirável. Isto é: processo mediúnico, pai-de-santismo.


Cito:



Cito:



Sobre Guimarães Rosa, cito: HaroldoDécio Cândido. Não pude ver ainda os outros vídeos.



Fecho:

http://acervo.folha.com.br/fsp/2003/09/14/72/

Vocês podem imaginar os Campos brothers traduzindo a Comédia?

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