Uma vilanela de Dylan Thomas.



Você deve estar com a voz de Michael Caine martelando na sua cabeça, recitando e recitando a vilanela de Dylan Thomas... Pois é. Que poema, meus amigos, que poema. Poucos conseguem me fazer estremecer tanto como esse. Nele, a repetição ínsita à vilanela intensifica e vai criando um tom de desespero que culmina nos pedidos dolorosos da última estrofe, quebrando o esquema do poema de citar uma outra pessoa de fora e dizer: "veja, essas pessoas fazem isso, mas não fazem aquilo". Na verdade, essa questão de citar outros homens é de certo modo fixa, uma vez que comumente os versos iniciam citando os homens virtuosos que fazem aquilo e aquilo. Tirando a primeira e a última estrofe, só a segunda é que não apresenta, literalmente de cara, a evocação desses homens: "Though wise men". Nas outras todas você começa dizendo quem é que faz aquilo e aquiloutro: good men, wild men, grave men. Sempre olhando pra fora. Até que, de repente, o poeta se volta: "And you, my father". É um movimento enfático tocante. Faz com que toda a carga acumulada dos exemplos anteriores deságue na figura do pai, pra que ele não se resigne no final da vida.

Há quem diga que o poema foi escrito quando o pai do poeta estava morrendo, o que é uma informação que precisa ser sopesada direitinho pois, a bem da verdade, o poema foi escrito em 47 e só no Natal de 52 é que o pai de Dylan Thomas morreu. É um poema extremamente famoso, o que uma simples lista da wikipédia a respeito de seu impacto na cultura de um modo geral o atesta (aqui). Interestellar é só mais uma referência que entrou na ciranda, embora, pelo menos pra mim, uma baita duma referência.

Tendo em vista que se trata de um poema que possui muitíssimas traduções, quis fugir de caminhos consagrados e encontrar outras soluções, e daí, por exemplo, a escolha do decassílabo quando, na prática, creio que o verso alexandrino seja preferível tanto por dar mais espaço ao tradutor para com um trabalho que envolve uma profusão de imagens e recursos sonoros muito extensa, quanto por possuir uma certa solenidade que a poesia de Dylan sempre aproveitou.

E é isso. Não vou comentar muito. Não consigo. Compilei todas as traduções de que tive conhecimento, e as ordenei cronologicamente. Como o leitor pode ver, é um poema que nesse novo milênio ganhou um número até elevado de traduções, o que parece, aos poucos, implicar uma reavaliação crítica de Dylan Thomas, tendo em vista que não creio possamos dizer, a contento, que mesmo uma avaliação foi empreendida em solo nacional. (O fato de termos uma tradução de sua obra completa é algo a ser visto com cautela pelo simples fato de que essa tradução se encontra, por exemplo, totalmente esgotada hoje...) Existem traduções, contudo, às quais não tive acesso. Cito em específico a de Paulo Henriques Britto realizada ali mais ou menos na década de 80, uma de suas primeiras. Essa tradução do Britto é uma verdadeira meta de vida: um dia eu ainda terei o prazer de incluí-la na minha postagem. Por enquanto, contente-se com o time de estrelas que consegui trazer à baila.


Do not go gentle into that good night,
Old age should burn and rave at close of day;
Rage, rage against the dying of the light.

Though wise men at their end know dark is right,
Because their words had forked no lightning they
Do not go gentle into that good night.

Good men, the last wave by, crying how bright
Their frail deeds might have danced in a green bay,
Rage, rage against the dying of the light.

Wild men who caught and sang the sun in flight,
And learn, too late, they grieved it on its way,
Do not go gentle into that good night.

Grave men, near death, who see with blinding sight
Blind eyes could blaze like meteors and be gay,
Rage, rage against the dying of the light.

And you, my father, there on the sad height,
Curse, bless, me now with your fierce tears, I pray.
Do not go gentle into that good night.
Rage, rage against the dying of the light.

1951.

§



trad. Ana Cristina César.
 em: Crítica e Tradução, Ática, 1999, p. 425.

Não aceita conformado a noite mansa:
A idade deve arder-se e irar-se ao fim do dia;
Grita, grita contra a luz que está morrendo.

Mesmo sabendo no final que a escuridão avança,
Pois seus gestos não forjaram raios, o homem sábio
Não aceita conformado a noite mansa.

O homem bom, à onda derradeira, gemendo
Que seus atos frágeis poderiam ter dançado na enseada,
Grita, grita contra a luz que está morrendo.

O homem forte que cantou o sol em fuga
E aprendeu tarde demais que apenas lamentava seu passar
Não aceita conformado a noite mansa.

O homem grave, ao morrer, já cego vendo
Que olhos cegos poderiam ter brilhado na enseada,
Grita, grita contra a luz que está morrendo.

E tu, meu pai, aí da altura triste,
Amaldiçoa-me, abençoa-me com tuas lágrimas ferozes.
Não aceita conformado a noite mansa.
Grita, grita contra a luz que está morrendo.

§

trad. Ivan Junqueira.
em: Poemas reunidos, José Olympio, 1991. Não sei a página.
Não entres nessa noite acolhedora com doçura,
Pois a velhice deveria arder e delirar ao fim do dia;
Odeia, odeia a luz cujo esplendor já não fulgura.

Embora os sábios, ao morrer, saibam que a treva lhes perdura,
Porque suas palavras não garfaram a centelha esguia,
Eles não entram nessa noite acolhedora com doçura.

Os bons que, após o último aceno, choram pela alvura
Com que seus frágeis atos bailariam numa verde baía
Odeiam, odeiam a luz cujo esplendor já não fulgura.

Os loucos que abraçaram e louvaram o sol na etérea altura
E aprendem, tarde demais, como o afligiram em sua travessia
Não entram nessa noite acolhedora com doçura.

Os graves, em seu fim, ao ver com um olhar que os transfigura
Quanto a retina cega, qual fugaz meteoro, se alegraria,
Odeiam, odeiam a luz cujo esplendor já não fulgura.

E a ti,meu pai, te imploro agora, lá na cúpula obscura,
Que me abençoes e maldigas com a tua lágrima bravia.
Não entres nessa noite acolhedora com doçura,
Odeia, odeia a luz cujo esplendor já não fulgura.

§

trad. parcial de Nelson Ascher, conforme citada por Contardo Calligaris.
em: Folha de São Paulo, 2005, aqui.

Não te vás dócil boa noite adentro,
Cabe à idade se irar e arder no fim do dia;
Afronta, afronta a luz que está morrendo.

(...)

§

trad. Ivan Justen Santana.
em: blog Um sim em si, 11/05/07, aqui.

Não entre nesta boa noite com brandura,
A idade deve arder e curtir muito ao fim do dia;
Ruja, ruja contra a luz que morre e não fulgura.

Os sábios, que ao fim sabem como a noite é escura,
Porque a rede das suas palavras acabou vazia,
Não entram nesta boa noite com brandura.

Os homens bons, ao dar adeus, gritando quão pura-
Mente seus feitos frágeis bailariam numa verde baía,
Rugem, rugem contra a luz que morre e não fulgura.

Os homens loucos, que cantaram o sol na captura,
E aprendem, tarde, que só o lamentavam em sua via,
Não entram nesta boa noite com brandura.

Os homens graves, à morte, vendo com cega finura
Que feito um meteoro gaio o olho cego brilharia,
Rugem, rugem contra a luz que morre e não fulgura.

E você, meu pai, aí da sua triste altura,
Clame, abençoe feroz em lágrimas minha prece arredia.
Não entre nesta boa noite com brandura.
Ruja, ruja contra a luz que morre e não fulgura.

§

trad. Fernando Guimarães.
em: Virtuália, 27/11/09, aqui.

Não entreis docilmente nessa noite serena,
porque a velhice deveria arder e delirar no termo do dia;
odeia, odeia a luz que começa a morrer.

No fim, ainda que os sábios aceitem as trevas,
porque se esgotou o raio nas suas palavras, eles
não entram docilmente nessa noite serena.

Homens bons que clamaram, ao passar a última onda, como podia
o brilho das suas frágeis ações ter dançado na baia verde,
odiai, odiai a luz que começa a morrer.

E os loucos que colheram e cantaram o vôo do sol
e aprenderam, muito tarde, como o feriram no seu caminho,
não entram docilmente nessa noite serena.

Junto da morte, homens graves que vedes com um olhar que cega
quanto os olhos cegos fulgiriam como meteoros e seriam alegres,
odiai, odiai a luz que começa a morrer.

E de longe, meu pai, peço-te que nessa altura sombria
venhas beijar ou amaldiçoar-me com as tuas cruéis lágrimas.
Não entres docilmente nessa noite serena.
Odeia, odeia a luz que começa a morrer.

§

trad. Augusto de Campos.
em: Poesia da recusa, Perspectiva, 2011, p. 342-343.

Não vás tão docilmente nessa noite linda;
Que a velhice arda e brade ao término do dia;
Clama, clama contra o apagar da luz que finda.

Embora o sábio entenda que a treva é bem-vinda
Quando a palavra já perdeu toda a magia,
Não vai tão docilmente nessa noite linda.

O justo, à última onda, ao entrever, ainda,
Seus débeis dons dançando ao verde da baía,
Clama, clama contra o apagar da luz que finda.

O louco que, a sorrir, sofreia o sol e brinda,
Sem saber que o feriu com a sua ousadia,
Não vai tão docilmente nessa noite linda.

O grave, quase cego, ao vislumbrar o fim da
Aurora astral que o seu olhar incendiaria,
Clama, clama contra o apagar da luz que finda.

Assim, meu pai, do alto que nos deslinda
Me abençoa ou maldiz. Rogo-te todavia:
Não vás tão docilmente nessa noite linda.
Clama, clama contra o apagar da luz que finda.

§

trad. Rodrigo Suzuki Cintra.
em: blog pessoal do tradutor, 04/09/11, aqui.

Não vás tão gentilmente nessa boa noite escura,
Os velhos deveriam arder e bradar ao fim do dia;
Raiva, raiva contra a morte da luz que fulgura.

Os homens sábios, em seu fim, sabem com brandura,
O porquê a fala de suas palavras estava vazia,
Nâo vão tão gentilmente nessa boa noite escura.

Os homens bons, ao adeus, gritando como a alvura
De seus feitos frágeis poderia ter dançado em uma verde baía,
Raiva, raiva contra a morte da luz que fulgura.

Os homens selvagens que roubaram e cantaram o sol na altura,
E aprenderam, tarde demais, que o lamento toma sua via,
Não vão tão gentilmente nessa boa noite escura.

Os homens graves, perto da morte, enxergam com olhar que perfura,
O olho quase cego a brilhar como meteoro, então, cintilaria,
Raiva, raiva contra a morte da luz que fulgura.

E você, meu pai, do alto e acima de tudo que perdura,
Maldiga, abençoe, com sua lágrima triste, eu pediria:
Não vá tão gentilmente nessa boa noite escura,
Raiva, raiva contra a morte da luz que fulgura.

§

trad. Rogério Galindo.
em: Dia de clássico, Gazeta do Povo, 04/10/11, aqui.

Não vá à noite boa gentilmente assim
É necessário delirar ao fim do dia
Lute, lute pela luz que chega ao fim

O sábio agonizante embora aceite sim
O escuro ao ver que a sua vida foi vazia
Não vai à noite boa gentilmente assim

O justo sob a onda derradeira enfim
Vê frágeis feitos seus brilhando na baía
E luta, luta pela luz que chega ao fim

O insano que prendeu o sol para um festim
Só percebendo muito tarde o que perdia
Não vai à noite boa gentilmente assim

O homem sério, à morte, com olhar sublime,
que olhos cegos, num raio, reviveria
Luta, luta pela luz que chega ao fim

E você, meu pai, me abençoe ou contra mim
Pragueje, eu peço, pelo que se anuncia.
Não vá à noite boa gentilmente assim.
Lute, lute pela luz que chega ao fim

§

trad. Ruy Vasconcelos.
em: Zúnai, março/2013, aqui.

Não entre tão depressa nessa noite escura;
A velhice queima e estressa ao fim do dia:
Ira, ira de encontro ao fenecer da alvura.

Entanto sábios ao final sancionem a tarde madura
Porque suas palavras não lavraram luz, eles
Não entram tão depressa nessa noite escura.

Boa gente, ao último aceno, clama o quanto dura
A chama de seus feitos vãos valsando na angra verde,
Ira, ira de encontro ao fenecer da alvura.

Rufiões que colhem e cantam o sol que perfura,
E aprendem, demais tarde, que o molestam em sua senda,
Não entram tão depressa nessa noite escura.

Homens graves, à morte, que vêem às escuras
Olhos cegos a chamejar meteoros e ser felizes,
Ira, ira de encontro ao fenecer da alvura.

E tu, meu pai, lá nas tristes alturas,
Maldiz-me, bendiz-me com teu duro pranto, peço.
Não entre tão depressa nessa noite escura.
Ira, ira de encontro ao fenecer da alvura.

§

trad. Alípio Correia Neto.
em: blog pessoal do tradutor, 02/04/14, aqui.

Não entres nesta boa noite brandamente;
Velhice tem que arder em fúria ao fim do dia;
Brada, brada com raiva dessa luz morrente.

Se ao sábio é certo o escuro ao fim, ele, ciente
De a voz não ter forqueado o raio que via,
Não entra nesta boa noite brandamente.

O bom, que chora, ida a última onda, quão esplendente
Podia dançar seu frágil feito em verde baía,
Brada, brada com raiva dessa luz morrente.

O louco, que captou, cantou o sol fugente
E aprende, tarde, a dor de o ver seguir a via,
Não entra nesta boa noite brandamente.

O grave, à morte, olhar cegante, quando sente
Que o cego, alegre, qual meteoro incenderia
Brada, brada com raiva dessa luz morrente.

E tu, meu pai, da altura triste, diz somente
Pragas, bênçãos, te peço, em lágrimas bravias.
Não entres nesta boa noite brandamente,
Brada, brada com raiva dessa luz morrente.

§

trad. Gilmar Leal Santos.
em: O duque, 09/04/14, aqui.

Não vá manso adentro aquela noite boa que cai,
A velhice deve arder e festejar ao fim do dia;
Rebele-se, rebele-se contra a luz que se esvai.

Os sábios sabem que no fim a escuridão não trai,
Eles, que suas palavras não laçaram nenhum raio que luzia,
Não vão mansos adentro aquela noite boa que cai.

Homens bons, da última leva, a chorar do quanto brilho vai
Reluzir de suas parcas ações ao dançarem na verde baía,
Rebelam-se, rebelam-se contra a luz que se esvai.

Os loucos que em voo pegaram e cantaram o sol por demais,
E aprenderam, muito tarde, que sofriam nessa travessia,
Não vão mansos adentro aquela noite boa que cai.

Homens sérios, à morte, veem com olhares cegos totais
Olhos cegos podem brilhar como meteoros e ter euforia,
Rebelam-se, rebelam-se contra a luz que se esvai.

E a você, desde lá da angustiante altura, meu pai,
Amaldiçoe, bendiga, a mim com suas lágrimas, eu pediria.
Não vá manso adentro aquela noite boa que cai.
Rebele-se, rebele-se contra a luz que se esvai.

§

trad. Jorge Pontual.
em: New york on time, 17/08/14, aqui.

Não entre na noite pra se render,
Velhice é pra arder até o fim,
Lute, lute para a luz não morrer.

O sábio aceita bem o escurecer
Mas tem palavras de luz e por fim
Não entra na noite pra se render.

O justo, que ao partir irá sofrer
Porque não lhe coube um melhor jardim,
Luta, luta para a luz não morrer.

O rude que põe o sol pra correr,
E vê tarde demais o que é ruim,
Não entra na noite pra se render.

O sério, ao pé da morte, já sem ver,
Acesos os olhos, alegre enfim,
Luta, luta para a luz não morrer.

E você meu pai, triste de se ver,
Amaldiçoe, abençoe-me assim.
Não entre na noite pra se render,
Lute, lute para a luz não morrer.

§

Dylan Thomas. trad. eu. [2014]
Não vá com calma nesta noite amiga.
Que o idoso se enfureça ao fim do dia;
Mas vá, vá contra a luz que se desliga.

Quem no leito de morte a treva abriga,
Pois mesmo a voz não o iluminaria,
Não vai com calma nesta noite amiga.

Quem chora pois talvez jamais consiga
Bailar numa baía verde um dia,
Briga e vai contra a luz que se desliga.

Quem louva o sol e quem o sol instiga,
Quem sabe, tarde, sua própria agonia,
Não vai com calma nesta noite amiga.

Quem agoniza e com a vista exígua
Avista estrelas cheio de alegria,
Briga e vai contra a luz que se desliga.

E você, pai, tão triste, eu peço: briga
Comigo, me abençoa, me excrucia.
Não vá com calma nesta noite amiga,
Mas vá, vá contra a luz que se desliga.

§

reescritura de José Francisco Botelho.
em: facebook do tradutor. [2014, apróx.]

Não entres mansamente nessa noite funda.
Que as velhas almas ardam ao findar do dia!
Te insurge em fúria contra o fim da luz, e luta.

Os sábios, mesmo vendo a sombra que triunfa,
Sabendo que sua voz não fulge nem fulmina,
Não entram mansamente nessa noite funda.

Os bravos, ao romper das ondas, não se assustam,
Mas cantam suas proezas na enseada limpa:
Em fúria rugem contra o fim da luz, e lutam.

Os bárbaros, que aos brados catam sol e lua,
E, súbito, lamentam que essa luz se extinga,
Não entram mansamente nessa noite funda.

Os quase mortos − cegos, lúcidos − perscrutam
Clarões dos meteoros cegos da alegria:
Em fúria rugem contra o fim da luz, e lutam.

E tu, meu pai, erguido em tormentosa altura,
Com lágrima feroz me amaldiçoa e guia.
Não entres mansamente nessa noite funda.
Te insurge em fúria contra o fim da luz, e luta.

§

trad. José Francisco Botelho.
em: escamandro, 18/12/15, aqui.

Não entres mansamente nessa noite funda.
Que as velhas almas ardem ao findar do dia.
Te insurge em fúria contra o fim da luz, e luta.

Os sábios, mesmo vendo a sombra que triunfa,
Sabendo que sua voz não fulge nem fulmina,
Não entram mansamente nessa noite funda.

Os bravos, ao romper das ondas, não se assustam,
Mas cantam suas proezas na enseada limpa:
Em fúria rugem contra o fim da luz, e lutam.

Os bárbaros, que aos brados catam sol e lua,
E, súbito, lamentam que essa luz se extinga,
Não entram mansamente nessa noite funda.

Os quase mortos ‒ cegos, lúcidos ‒ perscrutam
Clarões dos meteoros cegos da alegria:
Em fúria rugem contra o fim da luz, e lutam.

E tu, meu pai, erguido em tormentosa altura,
Com lágrima feroz me amaldiçoa e guia.
Não entres mansamente nessa noite funda;
Te insurge em fúria contra o fim da luz, e luta.

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