Sylvia Plath (1932 - 1963).


(Sylvia Plath e seu filho Nick. Foto retirada do BBC News)


O texto utilizado foi o disponível no Poetry Foundation.


BORDAS.

A mulher está perfeita.
Seu corpo

Morto guarda o sorriso do sucesso,
A ilusão da necessidade grega

Fluindo nas dobras de sua toga,
Seu pé

Nu parece dizer:
Chegamos tão longe, e acabou.

Cada criança morta enroscada, serpente branca,
Cada qual jarrinha

De leite, agora vazia.
Ela os embrulhou

De volta ao peito como pétalas
De rosa fechadas quando o jardim

Enrijece e o odor sangra
Das doces, profundas gargantas da flor noturna.

A lua não tem nada que estar triste,
Parada em seu capuz de ossos.

Ela se dá a esse tipo de coisa.
Suas trevas crepitam e arrastam.

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