Eliza Lee Follen (1787 - 1860).


(Imagem retirada do Massachussets Historical Society)


Eliza Lee Follen (EUA, 1787 - 1860), abolicionista e famosa por seus versos infantis. Aqui traduzo o poema Lines on Nonsense, buscando manter o ritmo doce e tenro e, ao mesmo tempo, as imagens irreverentes e inventivas  o que me levou, fatalmente, a modificar o sentido de alguns versos. O texto usado foi o disponível no poets.org.



LINHAS DE NONSENSE.

Sim, nonsense é tesouro!
Amo de corpo e alma;
Só ele me dá calma,
Só ele me dá repouso.

Mas, por razões bem bestas
(A tal versificação),
Está fora de estação
Meu nonsense, ó dureza!

Nonsense é ir na floresta
Com relógios de rosto,
É berrar para o povo:
"Ser sábio é o que nos resta."

O nonsense na espira,
Achamos cata-ventos
Crescendo e crescendo
E girando, gira-gira.

Relógios desencantam,
Dizendo sem certeza;
Todos creem na leveza
Da ventoinha que levanta.

A razão é espontânea,
Fala na nossa cara;
Falemos também às claras
Do que ela é, insignificante.

Já o nonsense alegra,
Nos diz coisas tão lindas!...
Fala: "Estás jovem ainda!"
E depois canta e se entrega.

Seu charme é fantasia —
Ele é fantástico, aliás;
Na testa o seu nome traz
Colorido de euforia.

Nonsense tem nossa estima
Além de qualquer motivo;
Mas se em nós já não é vivo,
Foge de nossa vista e rima.

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